Apontado como herdeiro da MPB nordestina, Juzé  lança música com Elba Ramalho, “Fé em quem me Deu Valor” e “Rede no Cangote”; canções do seu disco de estreia “Mormaço de Fogueira”.

Eita forró bom demais! O multiartista paraibano Juzé acaba de lançar seu novo single, intitulado “Fé em quem me deu valor”, uma colaborações com ninguém menos que Elba Ramalho! A faixa, que já está disponível em todas as plataformas digitais, é um forró emocionante e contemporâneo unindo dois artistas de diferentes gerações entrelaçados pela música e pela força que todo nordestino tem. O single faz parte do primeiro álbum solo de Juzé dedicado ao gênero, “Mormaço de Fogueira”, que será lançado em julho. Apontado como herdeiro da contagiante música nordestina na geração atual, o cantor, compositor, ator e poeta paraibano já participou de shows de Elba no São João e no Carnaval:

“Conviver com Elba renova e reforça minha fé. Ela sempre me deu valor de verdade” —Juzé

“Fé em quem me Deu Valor” celebra a amizade e admiração mútua entre Juzé e Elba. Ao receber os primeiros versos escritos pelo parceiro Felipe Alcântara, Juzé logo pensou em Elba Ramalho e, com inspiração e gratidão, terminou a composição e enviou para a artista:

“É uma música muito forte que fala de fé, um sentimento tão particular. As pessoas podem identificar cada palavra ou frase com a sua fé, independente da religião ou crença.” —Juzé

Elba também reforçou a potência da música para Juzé:

“Eu achei bonita a música, forte, né? Melodia bonita, a letra também tem verdade, como você falou, o seu trabalho tem verdade, tem carimbo. E é isso, a gente identifica o artista pela verdade dele.” —Elba Ramalho

O artista Juzé, pelas lentes de Max Brito.

Radicado no Rio de Janeiro desde 2021, Juzé pôde, ao longo deste tempo, conviver mais com a cantora, fortalecer a amizade e se inspirar em sua espiritualidade e fé, fortes características de Elba.

“Se há uma voz que representa essa fé nordestina, essa força espiritual, é a de Elba Ramalho. Ela renova e reforça a minha fé.” —Juzé

Recentemente, Juzé participou do show da conterrânea no São João de Campina Grande, na Paraíba, e, em fevereiro, dividiu com Elba Ramalho e o filho dela Luã Yvis o trio elétrico no Galo da Madrugada, no Carnaval de Recife. Sobre este momento, Juzé nos conta com gratidão:

“Ela sempre me dá oportunidade, me chama pra cantar, para participar de momentos importantes de sua vida. Então vivenciar essas maravilhas da música com Elba e ser apresentado ao seu público fiel é um privilégio que eu só agradeço ao destino, à música e a ela, essa pessoa generosa que me faz cada dia mais ter fé. Elba me ajuda como artista e como pessoa. Nossa amizade vem sendo construída com muita verdade, muito carinho e respeito, algo difícil no meio artístico pois é muito competitivo.” —Juzé

O artista Juzé, pelas lentes de Max Brito.

JUZÉ E O LEGADO DA MÚSICA NORDESTINA

Juzé dá continuidade ao legado da rica musicalidade nordestina nesta geração, especialmente neste período do ano, com seu “Mormaço de Fogueira”, show e álbum dedicados ao Forró, ritmo amado no Brasil e que caminha e, 2025 para o reconhecimento na Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade (no Brasil já é desde 2021). O artista trilhou uma bem-sucedida trajetória no gênero em trabalhos com a banda Os Gonzagas e as artistas Lucy Alves e Juliette, antes de partir como artista solo.

Capa do single Fé em quem me deu valor, de Juzé e Elba Ramalho.

Atento à poesia e interessado na musicalidade do mundo, Juzé faz uma música vigorosa e potente e vem conquistando o reconhecimento do público e da crítica de maneira sólida e crescente. Ano passado, a revista Rolling Stone o apontou como um dos artistas mais interessantes do ano e, na TV, Juzé é conhecido pelo grande público, principalmente o nordestino por conta do sotaque e das gírias, como o repentista Totonho das novelas Mar do Sertão e No Rancho Fundo – era ele quem empunhava o violão nas famosas “Cenas do próximo capítulo”.

Natural de João Pessoa, o artista cresceu ouvindo os clássicos de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em sua casa e logo passou a beber na fonte de ícones contemporâneos como Elba Ramalho, Alceu Valença, Zé Ramalho, Cátia de França e Flávio José. Sua escrita versátil e criativa é fruto de uma juventude que lia e escutava importantes poetas nordestinos, como Patativa do Assaré, Ivanildo Vilanova e Jessier Quirino. 

Estar ao lado de Elba Ramalho neste momento da carreira é uma confirmação de tudo que ele investiu e investe na carreira.

“Sou fã de Elba há muitos anos. Conheci pelos sucessos e, quando fui visitar a obra por mim mesmo, me apaixonei pelo início da carreira, por coisas que eu não conhecia, pela força dela como cantora, como artista. O álbum ‘Capim do Vale’ me pegou pela alma e pelo juízo. E desde que começamos a ter contato, Elba sempre me olhou nos olhos. Ela nunca me olhou nem de cima pra baixo, nem de baixo pra cima. Era a melhor pessoa para gravar comigo essa música, pois entende muito de fé e sempre me deu valor de verdade. Só agradeço.” —Juzé

Agora respira fundo, pensa em tudo de bom que você deseja, entrega com toda a fé, dá um play bem alto em “Fé em Quem me Deu Valor” e pode dançar à vontade! 

REDE NO CANGOTE

Por onde anda o forró? Se há um gênero musical genuinamente brasileiro que atravessa décadas, excede modas e conquista novos públicos a cada geração, este é o Forró. Versátil em suas narrativas, levadas – xote, baião, galope, xaxado – e versões, o forró torna-se estrela matutina no mês de junho. Mas na verdade ele ressoa o ano inteiro em casas, festas e shows onde o desejo de dançar coladinho toma a sola  dos pés, sobe à cintura sinuosa, aquece o coração e segue onipresente na memória afetiva dos brasileiros. E hoje, quem são os novos artistas que conduzem nacionalmente o legado de ícones como Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Elba Ramalho, Maciel Melo ou Flávio José?

Com um pé no Nordeste e outro no mundo, como um herdeiro legítimo dessa rica musicalidade, Juzé é dono de uma sonoridade ímpar e uma poesia contemporânea que trazem expressões, melodia e sentimentos intrínsecos ao universo nordestino e ao Forró

Juzé nas gravações do Som do São João – Gerações, Rede Globo Nordeste.

Os versos e o embalo gostoso dois-pra-lá-dois-pra-cá de “Rede no Cangote” remetem às influências de infância Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Flávio José, e dançam em compasso perfeito com a nova geração de forrozeiros. Tanto que o artista foi um dos escolhidos pela Rede Globo de Pernambuco para estrelar o programa Som do São João – Gerações, reunindo artistas novos e veteranos unidos pela mesma paixão. Juzé apresentou sua contagiante canção “Nordeste Destino” – que soma mais de 40 mil plays orgânicos nas plataformas de música – e fez um dueto inédito com o mestre Petrúcio Amorim no seu sucesso nacional “Tareco e Mariola”.

“O forró é a minha essência. É a festa do meu povo, expressão da minha gente. Este álbum vem com minhas origens muito fortes, não apenas juninas, mas nordestinas; a mistura do sangue sertanejo do meu pai, onde bebo da fonte de Luiz Gonzaga, por exemplo, e a musicalidade que consumi com Elba Ramalha, Flávio José, Mastruz com Leite e muitos outros. Uma memória afetiva da música, do povo, da dança, da rítmica de São João em composições atuais, verdadeiras e com a pegada do meu Bando, um forró vibrante e contemporâneo”. —Juzé

“Rede no Cangote” traz qualidades peculiares do paraibano, tanto que, ano passado, os críticos da revista Rolling Stone alertaram: Ele é um dos artistas mais interessantes dos últimos tempos. Sua nova música une sentimento sincero, linguagem popular, arranjos trabalhados e uma interpretação cheia de personalidade. A certa altura da canção, Juzé surpreende e recita um poema com ares de cordel futurista, para logo em seguida explodir em alegria na canção.

“É uma música forte na simplicidade. Uma canção de amor, de saudade, sobre a vontade de estar perto. E a poesia do meio eleva o sentimento, aumenta o tom, esquenta a música, vira uma paixão. Eu gosto tanto de um cheiro no cangote que escrevi o verso ‘Deixa eu armar uma rede no teu cangote’ com a ideia de ficar balançando e cheirando o tempo todo.” —Juzé

Então chega de prosa e vamos aproveitar a malemolência da sanfona e se deixar levar pelos versos de Juzé. “Rede no Cangote” é daqueles forrós indispensáveis nas playlists juninas. E pode se preparar porque o álbum “Mormaço de Fogueira” está chegando com mais canções para esquentar a festa e cruzar o salão trazendo muito forró e convidados especiais!

Unknown's avatar
Publicado por:

Deixe uma resposta